Cursos
A reforma curricular do curso de graduação em Engenharia, habilitação Elétrica, com ênfases em Sistemas Eletrônicos e em Telecomunicações (Versão 2) foi ampla e implicou, além de reformulação, na criação do curso em Engenharia Eletrônica, Automática e Sistemas Inteligentes, com duas ênfases: 1) Sistemas Inteligentes e Redes de Telecomunicações; e 2) Controle, Instrumentação e Robótica. São duas as razões fundamentais:
Modernização
As transformações tecnológicas recentes expandiram sobremaneira o uso de tecnologias eletrônicas e de comunicações na vida cotidiana, na sociedade, pelos Estados e para monitorar e interagir com o meio ambiente, provocando grandes mudanças sociais e nas interações humanas. A humanidade sempre foi impactada pelo desenvolvimento científico-tecnológico; porém, as recentes transformações não têm precedente. Ademais, encontra-se em curso uma nova onda de transformações sociais, humanas e do meio ambiente, impulsionada pela inteligência artificial, robótica, nanotecnologia e biologia sintética. Espera-se que essas tecnologias afetem profundamente diversos aspectos da vida humana, como as relações entre cidadãos e Estados, a medicina, a produção de bens, a agricultura, o setor de serviços e o meio ambiente, tornando processos mais eficazes e eficientes.
A inteligência artificial permite, por exemplo, aprimorar o planejamento de linhas de produção, o uso de recursos, diagnósticos e tratamentos médicos, a produção agrícola, os serviços em geral. Entretanto, permite também o controle e a manipulação de cidadãos, suas relações interpessoais e com o estado. As tecnologias de inteligência artificial elevam as máquinas a um novo patamar, permitindo que realizem tarefas complexas que antes exigiam habilidades humanas, como raciocínio, conhecimento, intuição e “criatividade”.
Diante disso, é fundamental a formação de profissionais com sólidos conhecimentos técnicos e éticos em inteligência artificial, capazes de aplicar essa tecnologia em indústrias, serviços, agricultura, artes, entretenimento e cultura em geral, enfim, em todas as atividades humanas. Esses profissionais devem, também, ser capazes de contribuir para o avanço dos diferentes níveis das administrações pública (o pensar e a operação do Estado) e privada, e lidar com os desafios impostos pelas novas tecnologias.
Os impactos da automação nos setores industriais, de serviço, e agropecuários já podem ser sentidos. Mas, a combinação de inteligência artificial com robótica levará o potencial dessas tecnologias a um novo nível e trará grandes benefícios, como a produção de próteses cada vez mais sofisticadas, serviços de entrega e de transportes autônomos e robotizados, aumento na produtividade agropecuária. Contudo, novos armamentos e ameaças são esperados também, assim como outras inovações imprevisíveis. Além disso, tecnologias como impressão 3D e nanotecnologia permitirão a criação de máquinas e robôs ainda mais complexos e sofisticados, com efeitos que ainda não conseguimos vislumbrar.
Essas novas tecnologias impactarão todas as atividades humanas e setores da sociedade: indústria, e agropecuária, serviços diversos, transportes, saúde, educação, comércio, produção cultural e entretenimento.
O desenvolvimento de sistemas robóticos com inteligência artificial embarcada capazes de coletar energia e empregá-la de forma eficiente produzirá sistemas autônomos de crescente complexidade e consequentemente transformações significativas. Os impactos dessas tecnologias nos sistemas de defesa das nações ainda são desconhecidos; em mãos erradas, apresentam desafios para a segurança pública e Estados.
Portanto, é essencial formar profissionais e cidadãos com conhecimentos técnicos e éticos de qualidade, capazes não só de participar do desenvolvimento da eletrônica, comunicações, robótica, inteligência artificial, e de suas aplicações, mas também de lidar com os desafios e riscos que podem gerar para a sociedade.
Implantação
A Resolução CNE/CES N° 7, de 18 de dezembro de 2018¹, determinou que todos os cursos de graduação no Brasil terão que conter no mínimo 10% da sua carga horária em atividades de extensão. Visando atender esta legislação, o CSEPE aprovou a Deliberação N° 04/2023², que regula o processo de inserção curricular da extensão na UERJ.
Assim, o curso proposto de Engenharia Eletrônica, Automática e Sistemas Inteligentes inclui, em sua carga horária, Atividades Curriculares de Extensão, como determinam a Resolução CNE/CES N° 7/2018 e a Deliberação UERJ N° 04/2023.
¹ Disponível em http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=104251-rcos007-18&category_slug=dezembro-2018-pdf&Itemid=30192; acessado em 14/3/2025.
² Disponível em https://www.depext.uerj.br/wp-content/uploads/2023/07/DELIBERACAO-No-04-2023-Deliberacao-Insercao-Curricular-da-Extensao.pdf; acessado em 14/3/2025.
O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Eletrônica, AUtomática e Sistemas Inteligentes pode ser acesso no link: https://www.detel.uerj.br/wp-content/uploads/2026/07/ppc_julho_2026.pdf
